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"Marca Ibérica pode afetar equilíbrio entre Portugal e Espanha". Expresso Online, 08/05/2012
O presidente da Fundação Luso-Espanhola considera, ao contrário do seu congénere da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, que a criação de uma marca ibérica poderia afetar o equilíbrio entre Portugal e Espanha.
"Quanto à existência de uma marca ibérica nós não sabemos as vantagens e penso que isto teria que ser muito bem pensado em termos do equilíbrio entre Portugal e Espanha, ao nível dessa marca", disse ao Expresso José António Silva e Sousa, presidente da Fundação Luso-Espanhola.
José António Silva e Sousa diz acreditar que há medidas mais importantes, como a criação de uma autoridade que vise a cooperação entre os dois países. "Eu acho que há um ponto que é mais importante do que a criação de uma marca ibérica, que seria uma autoridade destinada unicamente à cooperação entre Portugal e Espanha", sublinhou o presidente da Fundação Luso-Espanhola.
A reação vem a propósito da entrevista dada hoje à TSF pelo presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, Enrique Santos, a defender a criação, para superar a crise, de uma marca ibérica de modo a aumentar as exportações para o Brasil, Índia e China.
Autoridade para cooperação
"Seria uma autoridade, que poderá tomar a natureza jurídica que viesse a ser considerada adequada, mas que fosse capaz supervisionar, por exemplo, os inúmeros protocolos que existem entre entidades portuguesas e espanholas ao nível empresarial, associativo, cultural ou científico quer ao nível nacional quer ao nível das regiões autónomas de Espanha, e que estão muitas vezes na gaveta, não sendo implementados", explica José António Silva e Sousa, o presidente da Fundação Luso-Espanhola. Para José António Silva e Sousa esta entidade poderia permitir também uma melhor conjugação da realidade portuguesa com a realidade das autonomias espanholas, sobretudo, em termos de desenvolvimento económico. "Portugal ainda é pouco conhecido em algumas autonomias espanholas, exceto nas mais próximas das fronteiras, e isso é uma dificuldade para as empresas portuguesas que também querem colocar-se nesses mercados", explicou.
Relação de "lealdade"
Questionado sobre se Portugal continua a ser um mercado atrativo para as empresas espanholas, apesar da crise, o presidente da Fundação Luso-espanhola garante que sim e que na base desta relação está a confiança e "lealdade" dos parceiros portugueses. "Continuamos a ser um mercado atrativo, sobretudo, porque Portugal é um mercado leal para o investidor espanhol. Temos sido parceiros leais e Espanha valoriza bastante isso. Os espanhóis estão em Portugal como se estivessem no seu próprio país e vice-versa", garantiu.
José António Silva e Sousa disse ainda já existir uma relação totalmente recíproca entre Portugal e Espanha, tendo-se atingido um ponto que é muito importante, o da interligação dos mercados.
"Nós hoje estamos a tornarmo-nos economias interdependentes e isso é muito bom para o desenvolvimento. A política vai ter que acompanhar a economia, a cultura vai ter que acompanhar a economia e esta interdependência económica vai exigir muito desta sociedade", finalizou.
A XXV Cimeira luso-espanhola realiza-se quarta-feira, no Porto, e contará com a presença dos chefes de Estado dos dois países.
"Fundação Luso-Espanhola defende maior aposta no ensino do Português em Espanha". Agência Lusa, 07/05/2012
A Fundação Luso-Espanhola espera que a cimeira luso-espanhola do Porto possa encontrar novas soluções para fortalecer o ensino do português em Espanha, apresentando uma estratégia global "mais ambiciosa" para os laços ibéricos.
Em comunicado enviado à Lusa, José Antonio Silva e Sousa, presidente do Conselho de Administração da fundação recorda que, depois de um interregno de mais de três anos, a cimeira, que decorre quarta-feira no Porto, "exige um esforço maior de recuperação e níveis de ambição mais exigentes". "Um dos pontos onde a Fundação espera novas soluções é o do ensino do português em Espanha, dada a existência de um grande défice, considerando as necessidades do mercado", sublinha. "Os espanhóis têm muito interesse em aprender português. Só na Extremadura há cerca de 8 mil alunos entre o ensino oficial e as escolas de línguas; no resto da Espanha o ensino do Português está a ser conduzido - e bem - por instituições brasileiras e a professores brasileiros. Estamos a perder oportunidades", considera. Para Silva e Sousa a aprendizagem do português "está na moda em Espanha", tanto pelas ligações entre as economias ibéricas como pelas ligações crescentes às economias brasileiras e dos países africanos de expressão portuguesa. A Fundação Luso-Espanhola foi criada em 2000 pelo antigo Ministro das Finanças Ernâni Lopes, reúne um conjunto de grandes empresas dos dois países e "visa a promoção conjunta e equilibrada das duas economias peninsulares no mercado global sob o lema dois países, um mercado virado para a competitividade internacional".
"Portugal é "seguro" para Espanha". Jornal OJE, 08/05/2012
PORTUGAL é um "mercado seguro" para Espanha e será "das últimas hipóteses a considerar" se as empresas espanholas tiverem de desinvestir no exterior, avançaram à agência Lusa especialistas em questões ibéricas. "Portugal tem com Espanha uma relação muito privilegiada em termos comerciais, de interdependência económica, mas essa interdependência tem por trás uma relação de grande fidelidade", afirmou o presidente da Fundação Luso-Espanhola, José António Silva e Sousa, para quem "o mercado português tem sido um mercado seguro para o espanhol, e vice-versa". O responsável acrescentou que "o investidor espanhol é cauteloso e aprecia segurança e lealdade". "Os problemas que surgem na América Latina [com as nacionalizações de ativos espanhóis na Bolívia e na Argentina] são casos que em Portugal, sinceramente, não vejo hipótese de acontecerem", reforçou. Por seu lado, Enrique Santos, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, defende que as empresas portuguesas continuam interessadas no mercado espanhol. A XXV Cimeira Luso-Espanhola, que decorre amanhã, na cidade do Porto, tem como objetivo reatar a proximidade nas relações ibéricas e intensificar os laços comerciais entre os dois países.
"Maior aposta no ensino de Português". Jornal de Notícias, 09/05/2012 O número de alunos portugueses a aprender espanhol teve um aumento de 800% entre 2005 e 2012, passando de pouco mais de cinco mil para cerca de 100 mil no presente ano letivo, afirmou ao JN fonte do Ministério da Educação. Em Espanha, a aprendizagem do português também "está na moda", seja pelas ligações entre as economias ibéricas, seja pelas ligações crescentes às economias brasileiras e dos países africanos de expressão portuguesa, defendeu ontem, em comunicado, José António Silva e Sousa, presidente do Conselho de Administração da Fundação Luso-Espanhola. O responsável espera, por isso, que a cimeira sirva para encontrar novas soluçqes para o ensino do português em Espanha, para responder ao mercado. |