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A Fundação Luso-Espanhola é uma instituição de direito privado, criada em 23 de Outubro de 2000 e nasceu da congregação de esforços de um conjunto de empresas portuguesas e espanholas que, imbuídos da mesma visão e do mesmo espírito construtivo, apostam na aproximação, desenvolvimento e projecção global do espaço da Península Ibérica.
A importância que as economias de Portugal e Espanha representam uma para a outra, exige de todos um contributo construtivo, assente em estruturas estrategicamente desenvolvidas.
Estruturas criadoras de laços que melhorem e direccionem as relações económicas entre os dois países, numa base geradora de competitividade, prosperidade e riqueza, realçando a harmonia das identidades que os caracterizam e as causas comuns que os unem.
Por isso, a Fundação Luso-Espanhola defende uma solução de futuro que, através de uma cooperação forte e equilibrada entre Portugal e Espanha, converta o espaço peninsular numa plataforma de relevância económica e cultural, a nivel europeu e mundial.

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TEMPO & FUTURO - Sevilha 2009 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

As Jornadas "Tempo & Futuro - Sevilha 2009", realizadas nos dias 12 e 13 de Novembro, tiveram uma significativa participação de empresários portugueses e espanhóis, sendo de registar as importantes intervenções dos oradores convidados - Embaixador António Martins da Cruz e D. Ana Palacio, antigos responsáveis pelas diplomacias de Portugal e de Espanha, bem como dos representantes das Embaixadas de Angola, Cabo Verde e Moçambique em Madrid...

 

António Martins da Cruz: “Na era da globalização, a África já não é nem insólita nem inesperada. E existe segurança”

A afirmação é do Embaixador Martins da Cruz, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, para quem os empresários portugueses podem vir a ter um papel decisivo na abertura destes mercados às empresas espanholas.  
Falando no encontro promovido pela Fundação Luso-Espanhola, em 13 de Novembro de 2009, que juntou em Sevilha mais de cem empresários dos dois países, dedicado á África subsaariana, Martins da Cruz lembrou que hoje "já não são os governos os únicos a marcar a agenda internacional ou até a política externa dos seus países", mas na maior parte dos casos, especialmente em países da dimensão de Portugal, "o governo reage muito mais do que age" na esfera externa.
Sublinhando a importância deste tipo de encontros informais entre os empresários espanhóis e portugueses, como "oportunidades únicas para trocas de contactos e experiências", o Embaixador lembrou que hoje o interesse por África não é apenas europeu, português ou espanhol mas global.
Na sua opinião, África apresenta oportunidades de investimentos e de mercados alternativos que permitem reagir ao actual contexto de crise económica generalizada. E, neste quadro, os empresários portugueses poderão ser parceiros privilegiados, na recente aposta espanhola de aprofundar as relações económicas e empresariais com o continente Africano.

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Ana Palacio: “África está a ser uma surpresa positiva para o mundo”

"A África está a ser uma surpresa positiva para o mundo", declarou Ana Palacio, ex-Ministra dos Assuntos Exteriores de Espanha e Vice-Presidente do Banco Mundial, na sua intervenção nas Jornadas “Tiempo & Futuro 2009" promovidas pela Fundação Luso-Espanhola em Sevilha, este ano dedicadas ao tema "África Subsaariana – uma janela de oportunidades para as empresas espanholas e portuguesas".
Ana Palacio, que interveio num debate com o antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros português, António Martins da Cruz, considerou que África tem um grande desafio de curto prazo, "dinamizar as relações comerciais entre as economias africanas", e na sua opinião, "a resolução desse problema passa pela construção de infra-estruturas. Aí, desenham-se grandes oportunidades para as empresas europeias. E a Espanha tem a ganhar com a experiência portuguesa e a relação privilegiada de Portugal com os países africanos”, salientou, mais adiante, a antiga Ministra do Governo de Espanha.
Partindo do conhecimento adquirido no Banco Mundial, Ana Palacio considerou que "há economias africanas com elevado grau de desenvolvimento, nomeadamente na desburocratização dos serviços do Estado e na maturidade tecnológica desses serviços.  Terminou dando como exemplo casos de países onde o sistema do "guichet único" é mais ágil do que em alguns países europeus." 
Ana Palacio considerou que "Espanha e os empresários espanhóis devem conhecer melhor a realidade africana, porque esta é um campo de oportunidades que está a interpelar os europeus."